Sempre achei que viajar sozinha era algo que todo o mundo deveria fazer ao menos uma vez na vida – mesmo antes d’eu ter experimentado a “iguaria”.  Quando senti que era a hora de alçar voo, respirei fundo e me preparei.  Me preparei para me sentir a última das criaturas, pra me sentir sozinha, chorar… e foi simplesmente es-pe-ta-cu-lar.  Levei umas muletas (tipo o computador) pra fazer companhia, um guia de viagem e um roteiro parrudo pra não dar tempo de pensar que eu tava sozinha, hehe.

Mas a primeira lição aprendida é a de que você só fica sozinha se quiser.  E a segunda, e talvez mais importante, é a de que ficar sozinha é maravilhoso! Simplesmente porque nos coloca em contato com nós mesmos. É libertador! São experiências que nos transformam de forma profunda e nos tornam seres humanos muito, muito melhores.  Mas acredito que esse potencial só é plenamente alcançado quando a gente coloca o pezinho fora da bolha.  Aquela boa e velha zona de conforto, sabe?

Sim, porque quanto mais a gente mantém os padrões da nossa cultura quando viaja, menos experimentamos a forma deles de viver, menos nos provocamos. Quanto mais nos cercamos de conforto mais as pessoas vão nos servir de acordo com as nossas expectativas ou padrões internacionais ao invés de oferecerem uma experiência autêntica de acordo com a cultura local deles. E acredito que quanto mais a gente vivencia o que é diferente de nós, mais entramos em contato com a nossa essência e entendemos o que faz sentido pra gente de verdade.

Foi assim que a paixão pelas viagens cresceu e se transformou também em paixão por desafios.  A cada novo projeto (porque a coisa ficou tão seria que virou projeto) me conheço mais. E a cada retorno me sinto mais forte.